Sejam Bem-Vindos!

Minha finalidade ao montar o blog foi criar um espaço de interação e troca de experiências. Onde nós professores possamos refletir sobre o uso das mídias na educação. Postando textos, vídeos, dicas de sites e blogs, entrevistas, jogos educacionais e muito mais.
Com o objetivo de enriquecer e diversificar o processo ensino/aprendizagem.
Participem dando sugestões e fazendo seus comentários.
Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de setembro de 2014

Entrevista com Priscila Gonsales

Estou reinaugurando um cantinho do meu blog que considero muito especial e que estava meio esquecido. Um espaço onde convido pessoas queridas e competentes que influenciaram e influenciam minha formação como profissional da Educação e que, da mesma forma, possam auxiliar a todos os leitores do "Utilizando as Mídias na Educação"

Minha convidada dessa vez para o "Cantinho das Entrevistas" é minha amiga Priscila Gonsales.






Fellow Ashoka desde 2013, máster em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca – Espanha, cursou Design Thinking no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM-SP, tem pós-graduação em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA-USP e graduação em Jornalismo. Co-fundadora e Diretora-executiva do Instituto Educadigital, atua na área de educação e tecnologia desde 2001



Fernanda Tardin: O que são Objetos Digitais de Aprendizagem – ODAS’s?

Priscila Gonsales: São recursos educativos produzidos para uma finalidade de aprendizagem, geralmente um determinado conteúdo ou desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas. Normalmente são disponibilizados na Internet para acesso. No site Escola Digital o educador pode fazer uma ampla busca de ODAs por tipo de mídia, disciplina, temas, dentre outros filtros. Vale destacar nesse site a opção “Para Criar” que reúne uma série de sites/ferramentas que permitem a criação pelo usuário.


Fernanda Tardin: Em sua opinião qual é o papel dos recursos digitais no processo de ensino-aprendizagem? E quais os maiores desafios da Educação na Cultura Digital?

Priscila Gonsales: Com intencionalidade pedagógica, qualquer recurso – digital ou não – pode ser utilizado no processo de ensino e de aprendizagem. Como hoje temos presente em nossa sociedade uma cultura digital, que permite a todas as pessoas criarem e compartilharem informações, conhecimento e cultura, é fundamental que consideremos aprendizagens novas e próprias dessa cultura: pesquisar e avaliar informações, colaborar e se comunicar, publicar e tornar-se autor. Professores e alunos precisam produzir mais seus próprios recursos e consumir menos recursos prontos – de editoras, de empresas de software.

Fernanda Tardin: Quais orientações você daria para os professores que querem utilizar esses recursos obtendo resultados significativos?

Priscila Gonsales: Nesse contexto, a pesquisa TIC Educação 2013 trouxe pela primeira vez um dado muito interessante sobre uso de conteúdos digitais que mostra uma tendência de conquistar autonomia na preparação de aulas e atividades.  Na rede pública, 96% dos professores usam recursos educacionais disponíveis na Internet para preparar aulas ou atividades com os alunos. Os tipos de recursos mais utilizados são imagens, figuras, ilustrações ou fotos (84%), textos (83%), questões de prova (73%) e vídeos (74%). O uso de jogos chega a 42%, apresentações prontas, 41%, e programas e softwares educacionais, 39%.
A pergunta que fica é: Será que esses recursos digitais estão sendo usados em novas metodologias e práticas ou ainda reproduzem o formato de transmissão centralizada? Um ponto que a pesquisa destaca é a baixa quantidade de publicações de recursos educacionais por professores, ou seja, profissionais que são autores de conteúdos educacionais e que compartilham na rede. Apenas 21% dos professores de escolas públicas já publicaram na Internet algum conteúdo educacional produzido para utilizar em suas aulas ou atividades com os alunos.
A orientação que eu daria é planejar. Listar os objetivos que deseja alcançar e traçar possibilidades de acompanhamento desse processo, sem esquecer detalhes como: Houve entrosamento do grupo? Aumentou a motivação e a colaboração? Se a produção escrita é parte importante do trabalho, em que momento ela pode aparecer? É possível integrar com alguma outra disciplina? E, claro, registrar e registrar.
Aprender a pesquisar, por exemplo, é uma aprendizagem muito importante, dada a quantidade de informação disponível online. É, também, fundamental aprender a avaliar um site, a comparar informações. Outra aprendizagem é o uso responsável da tecnologia e como construir uma identidade digital coerente com o que se pensa e se pratica.

Fernanda Tardin: Qual a sua opinião em relação à formação tecnológica dos professores nos dias de hoje?

Priscila Gonsales: Existe um abismo muito grande entre as faculdades de licenciatura e pedagogia e a questão do uso pedagógico das tecnologias digitais. Futuros professores precisam acompanhar ações interessantes em escolas que já estejam acontecendo. Precisam participar de eventos de tecnologia e inovação, mesmo que não estejam totalmente relacionados à educação. Buscar refletir como praticar os preceitos dos grandes educadores como Paulo Freire, Anísio Teixeira, Freinet e tantos outros, nos dias de hoje.
É preciso valorizar o professor como autor de seus projetos e materiais pedagógicos. Valorizar as trocas entre professores também é importante. Elas são muito eficazes para resolver desafios cotidianos de sala de aula. Outro ponto é estimular o uso de Recursos Educacionais Abertos (REA): vídeos, textos, jogos, sites, dentre outros que estão disponíveis online por meio de uma licença aberta, que permite a livre cópia, distribuição e adaptação conforme a demanda e o contexto da escola.

Fernanda Tardin: Fale um pouco sobre sua experiência no Instituto EducaDigital:

Priscila Gonsales: O contexto atual, não só no Brasil, mas em todo o mundo, envolve o desafio de integrar – ou mais efetivamente, impregnar – as tecnologias digitais ao currículo de forma qualitativa e trazer de fato a cultura digital para a escola e demais espaços de aprendizagem (sejam eles formais ou informais). Desafio esse que passa, em primeira instância, pela formação inicial e continuada de docentes e, simultaneamente pela incorporação de tendências que já fazem parte do cotidiano da sociedade conectada, tais como: personalização de uso, práticas colaborativas em redes digitais, adoção crescente de celulares e computadores móveis, e preferência por softwares livres e conteúdo aberto.

Desde 2010, o Instituto Educadigital tem desenvolvido estudos, pesquisas, formações e projetos focados no uso pedagógico da Internet a partir de práticas educativas inovadoras, que valorizem a atividade reflexiva, atitude crítica e a conquista da autonomia, visando o desenvolvimento pleno do ser humano.

Nossa especialidade é a concepção e o planejamento de ações e projetos de cultura digital na educação a partir de cinco áreas estratégias que se inter-relacionam de acordo com o foco do projeto ou da iniciativa a ser desenvolvida.  São elas: 

Educação Aberta – essa é a nossa causa, ou seja, acreditamos na partilha de boas ideias, conteúdos e informações que a cultura da Internet traz, marcada pela colaboração e pela interatividade. 

Design Thinking para Educadores – abordagem centrada nas pessoas que busca soluções inovadoras por meio da cocriação de ideias.
Formação e Facilitação Pedagógica – formar educadores significa estimular a autonomia, a reflexão e a troca de experiências sobre a prática docente.

Gestão e Curadoria – planejamento e execução de projetos e eventos educacionais coerentes com nossa proposta de atuação.
Comunicação em Redes e Narrativas Digitais – apoiamos outras ONGs, organizações e empresas a planejar seus processos de comunicação por meio de linguagens multimídias.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"A mediação do professor é o que faz diferença"


Recebi, com muita alegria, um convite do site Porvir para falar um pouquinho sobre um projeto que virou uma paixão, que é esse blog, o "Utilizando as Mídias na Educação" e sobre minha prática.

Clique AQUI para conferir a matéria na íntegra.


Agradeço a todos os meus colegas "presenciais" ou "virtuais", seguidores e visitantes que participam colaborativamente desse espaço tornando-o um ambiente de aprendizagem constante.
Aprendemos juntos e compartilhando aprendemos ainda mais!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Vídeo - Momento da Educação: Limites

Minha querida amiga Cybele Meyer fez um post no seu Blog Educajá  com o título "Momento da Educação - Educar com Amor e Limites" que como sempre vale a pena conferir.
"Lembre-se: Os pais são o espelho dos filhos, e nunca esqueçam que só dizemos NÃO para aqueles que amamos."

Confira o post na íntegra AQUI.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Obstáculos ao uso das TICs na Educação

Veja abaixo minha contribuição para o site Instituto Claro
O assunto da matéria foi sobre a última enquete realizada pelo portal que teve como pergunta: Qual o principal obstáculo que se impõe ao uso das TICs pela educação?


Veja a matéria na íntegra AQUI.

sábado, 22 de outubro de 2011

Entrevista com Débora Sebriam

Convidei a querida Débora Sebriam para participar do meu "Cantinho das Entrevistas" aqui no blog. Pois conhecendo um pouquinho do seu trabalho, tinha certeza do muito que poderia contribuir para o meu aprendizado e de todos os leitores do Utilizando as Mídias na Educação.




Débora Sebriam é Mestre em Engenharia de Mídias para a Educação, integrante da equipe de Tecnologia Educacional do Centro Educacional Pioneiro, gestora de redes sociais do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital e Instituto EducaDigital.


A entrevista foi realizada por e-mail.





Fernanda Tardin: Sabemos que a simples utilização da Tecnologia na Educação sem mudanças inovadoras na metodologia, não trará mudanças significativas ao aprendizado. O que diria aos professores nesse sentido?
Débora Sebriam: É fato que os tempos mudaram, a tecnologia está incorporada na vida das pessoas. Todos fomos “obrigados” a nos adaptar as novas demandas e com a educação não deve (ou não deveria) ser diferente. É importante ter em mente que uma aula tradicional tendo a tecnologia como meio dificilmente despertará o interesse e engajamento dos alunos. Diria aos professores para se desapegarem de velhas práticas e focarem na produção, trabalhar na perspectiva do aluno como autor. Estar atento as mídias que os alunos tem acesso e estão inseridos é um bom começo. À partir do momento que os alunos tem um problema para resolver em equipe, o processo é significativo e o engajamento é natural. Desta forma, saímos do velho esquema de centralização no professor e o foco passa a ser o aluno. Professores e alunos devem ser parceiros da aprendizagem!

Fernanda Tardin: “Redes Sociais são utilizadas como estratégia de ensino por professores.” O que pensa a respeito? As chamadas redes sociais tem se mostrado espaços de grande potencial pedagógico.
Débora Sebriam: Temos vários exemplos no ensino superior do uso das redes sociais como mais um espaço educativo que dá certo! Podemos citar o exemplo da universidade que ofertou um curso inteiro pelo Facebook, ou o caso do professor que usou o Twitter para driblar a greve na universidade, onde todos estavam impedidos de acessar o campus. Estes exemplos se tornam escassos quando pensamos no ensino básico. No caso particular da Educação Básica, sabemos que as crianças e adolescentes cada vez mais cedo ocupam estes espaços, e também sabemos que o objetivo principal deles ao fazer parte destas redes é o relacionamento  e o lazer. Propor atividades pedagógicas dentro de um espaço que é uma linguagem natural destes jovens pode ser muito interessante, mas acho que algumas precauções devem ser tomadas:

  • É importante decidir junto com os alunos a proposta, eles devem se sentir integrados, confortáveis e desafiados a experimentar novas formas de aprender.
  • Outra questão, é não esquecermos que somos escola, e portanto, acho importante respeitarmos a idade mínima de classificação para o acesso as redes. Uma coisa é uma criança menor de 13 anos ter o consentimento dos pais para usar espaços como Orkut e Facebook, outra coisa é a escola, enquanto instituição, ignorar estas regras.
  •  Aconselho a todos os professores que decidirem se aventurar por esses novos campos de experimentação pedagógica criar um perfil “profissional”, ou seja, um perfil específico para atuar com os alunos neste espaço, particularmente, sou contra misturar o perfil pessoal do professor com os alunos nas redes sociais. Imagine seus alunos adolescentes comentando suas fotos da praia, das festas que você frequenta? As pessoas tem uma certa tendência de divulgar muitas informações pessoais e privadas nas redes sociais e qualquer descuido pode gerar um enorme desconforto.
  • É a primeira vez que sua turma vai usar redes sociais para aprender? Vejo aqui uma excelente oportunidade para se introduzir trabalho com  exemplos de bons e maus usos das redes. Faça uma pesquisa e veja o que já foi realizado com a rede que você escolheu, selecione os bons exemplos, como campanhas de doação de sangue, campanhas contra a corrupção, exemplos de uso pedagógico e também apresente “casos”  do mau uso das redes e suas consequências. Todos os dias temos novas notícias de pessoas que extrapolaram o bom senso, que ofenderam outras pessoas, que incitaram o ódio, etc. Trabalhar o uso seguro das telas digitais cabe em toda e qualquer disciplina do currrículo escolar. Tenho trabalhado com meus alunos usando esta dinâmica e os resultados são muito motivadores, eles se interessam, tem oportunidade de falar, de refletir e de debater com seus iguais. Aqui eles estabelecem as regras!
Sei que estou parecendo pessimista, mas não é nada disso! Acredito que as redes sociais são espaços dinâmicos e propícios para o desenvolvimento de atividades pedagógicas. Acho que temos um campo aberto para experimentar, errar, trabalhar o erro, acertar e compartilhar estas experiências.

Fernanda Tardin: Muitas pessoas associam o uso de jogos educativos e outros recursos midiáticos a “bagunça”, “falta de conteúdo”, “brincadeira”, “irresponsabilidade”.  Quais as suas ponderações sobre a questão?
Débora Sebriam: Este é um mito que acredito estar sendo quebrado, entretanto, muitas pessoas pensam assim e se analisarmos mais profundamente, a escola tem como triste histórico separar a aprendizagem do prazer! É fato que muitos pais e professores tem em mente que os games são mero passatempo, que servem para ocupar tempo livre e alguns os veem como catalisadores de violência.

Façamos uma analogia, os jogos tradicionais e os games eletrônicos são construídos com os mesmos elementos estruturais (cenários, estratégia, regras, objetivos, etc), entretanto, as brinquedotecas são bem aceitas e apreciadas dentro de uma instituição escolar, já os games eletrônicos é outro departamento. Agora pense na cultura digital e a grande barreira ainda existente para entrada de tecnologia na escola. Pensou? Pois então, acho que estes conceitos estão interligados, mas é pura opinião pessoal.

Na minha opinião, os games, sejam eles classificados como educativos ou não, tem grande potencial pedagógico, mesmo aqueles que apresentam cenas fortes de violência, o que importa é sua proposta de uso. Evidentemente, ao escolher um game para desenvolver uma atividade pedagógica, é preciso ter claro quais os objetivos a serem atingidos, qual o tipo de avaliação que será empregada e se o conteúdo do game é adequado a idade da sua turma. Um game pode ser usado de diversas formas, você pode fechar um conteúdo específico como forma de feedback, é possível também iniciar e desenvolver todo um assunto com um game ou vários games intercalados, tudo depende do seu planejamento.

Os games oferecem como vantagem o engajamento natural dos alunos com este tipo de interface, promovem improvisação e descoberta, desafio, o desenvolvimento de estratégias, interação, participação, colaboração, aprendizagem com o erro, aprendizagem lúdica, imersão.

É importante ter em mente que os games são narrativas exploradas pela maioria das crianças e adolescentes e isso se dá independente de nível sócio-ecônomico! Você não joga somente usando os famosos (e caros) consoles ou os vídeogames portáteis. É possível jogar online no seu computador, nos tablets e também pelos celulares/smartphones. Notem que quando pensamos em games temos a opção de jogar em diferentes telas digitais e pelo menos uma delas o brasileiro possui em larga escala e cada vez mais cedo, falamos aqui dos celulares! Vejo uma gama enorme de possibilidades educacionais.

Fernanda Tardin: Quais as características essenciais de um professor de sucesso, nos dias atuais?
Débora Sebriam: Eu acho que o professor de sucesso é aquele que se considera e age como eterno aprendiz! Foi-se o tempo em que o professor era a fonte de conhecimento e informações. Atualmente, nós temos novos desafios e na minha opinião um novo papel social.

Fernanda Tardin: Em sua opinião quais as principais orientações que os estudantes precisam receber, dos professores e responsáveis, em relação a sua segurança na internet?
Débora Sebriam: Este é um tema super importante e muitas vezes esquecido ou simplesmente ignorado pelas escolas. Acho que este tema deveria ter lugar privilegiado nas instituições de ensino, assim como, penso que as famílias têm que despertar para a importância de orientar seus filhos e não transferir a responsabilidade toda para a escola. Mas como educar para o bom uso das telas digitais quando não sabemos como intervir, seja por falta de formação ou conhecimento sobre o assunto? Vou tentar dar algumas dicas baseada na minha experiência.

Atualmente, desenvolvo no Centro Educacional Pioneiro (escola particular de São Paulo) o projeto Comportamento, Segurança e Ética na Internet. Este projeto teve início em abril de 2011 e está estruturado em 3 fases:
  • Fase 1: sensibilização (debates com alunos, professores e pais)
  • Fase 2: produção de conteúdo (alunos autores criarão cartazes, folders, blogs, vídeos, sites e todo tipo de mídia da ESCOLHA DELES sobre o assunto)
  • Fase 3: disseminação (estamos estudando licenciar todo material em Creative Commons e compartilhar na rede)
Nós completamos a fase 1 este ano, integrando e chamando a participação toda a comunidade escolar: alunos, professores e famílias! Esta fase se baseou no debate, eu trouxe exemplos e questões norteadoras adequadas a cada faixa etária, nesta fase todos tinham o direito a palavra, a esboçar suas opiniões, o conhecimento foi construído colaborativamente. Vejam que é muito diferente de dar uma palestra, nosso processo não é unilateral e nem centralizador, ele é baseado no grupo e no compartilhamento! 

Nestas dinâmicas que chegaram a durar 3 horas seguidas sem que ninguém sequer esboçasse vontade de ir embora, nós falamos sobre alguns temas gerais como:
  • Compartilhamento de dados pessoais,
  • Privacidade,
  • Mundo real x mundo virtual,
  • Comportamento nas redes sociais,
  • Compartilhamento de imagens e vídeos,
  • Videogames e games online,
  • SMS,
  • Sexting,
  • Uso da Webcam,
  • Ciberbullying,
  • Cidadania online.
Para introduzir todos estes assuntos trabalhei com a linguagem dos alunos: o Internetês. Pesquisei os “memes” e “virais” que os alunos tanto falam pelos corredores, editei um vídeo com as pessoas (crianças, adolescentes e adultos) que cairam nas redes por descuido ou vontade própria e trabalhamos com exemplos práticos que ocorreram nas redes socias e conhecidos de todo adolescente conectado. Fizemos o exercício de nos colocar no lugar do outro e pensar sobre nossos sentimentos em relação as situações abordadas para trabalhar questões como respeito, ética e solidariedade, assim como, falamos das vantagens e perigos ocultos nas interfaces e ferramentas mais usadas por eles. Também consultei profissionais ligados a segurança da informação e advogados para tabalhar desde o ponto de vistas das leis, todo esse contato se deu de forma voluntária através das redes sociais, mas sempre integrado aos exemplos práticos trabalhados com os alunos, professores e pais.

Para chegar a este modelo consultei materiais pré-fabricados que trazem informações gerais e que aconselho a todos que precisam de informações iniciais sobre o assunto, como:

Acho que não existe receita de bolo, faça uma pesquisa inicial com seus alunos, descubra as redes e ferramentas que usam e participam, descubra com eles o que é assunto no momento e porque eles se interessam por eles, trace o perfil sobre quem é seu aluno no mundo digital e o que eles consomem e produzem, integre-se! Acho que este é o melhor ponto de partida.

Para quem quiser saber mais sobre o meu projeto ou quiser trocar informações é só entrar em contato.

Fernanda Tardin: Fale um pouco sobre seu envolvimento com o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital.

Débora Sebriam: Considero o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital um marco na minha carreira e na minha vida. Eu tinha poucos meses de atuação com tecnologia educacional, muitas ideais, muita produção e uma necessidade absurda de debater e compartilhar com meus pares. Foi no Grupo de Estudos que eu encontrei este espaço e as pessoas que tinham os mesmos anseios, dúvidas, medos, motivações, foi da minha troca com este grupo de pessoas incríveis que nasceram grande parte dos meus projetos. No Grupo de Estudos todo mundo tem voz, desde a pessoa que está começando a trilhar seu caminho no mundo da cultura digital até às que têm mais experiência. Essa troca é muito rica, motivadora e realmente muda as pessoas em relação ao seu trabalho, em relação ao entendimento do que é ser professor em tempos de cultura digital. Atualmente eu faço parte da equipe, sou a mediadora de redes sociais e considero uma honra enorme fazer parte de um projeto tão incrível como este. Convido a todos para conhecerem e participarem!    

Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Débora Sebriam:
Canais
Twitter: @deborasebriam



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Entrevista com Moran - Tecnologia na Educação


Visitando o Blog Informática na Prática Pedagógica da querida Niuza encontrei mais uma maravilhosa contribuição do Professor José Manuel Moran a todos os profissionais da Área da Educação, em uma entrevista a TV Multimídia - Secretaria de Estado da Educação do Paraná.


Confira a postagem completa AQUI.

Moran é uma referência, suas colocações são sempre pertinentes e atuais. É impossível estudar ou falar de "Tecnologia na Educação" sem citar José Manuel Moran.

Leia mais sobre as contribuições do Professor Moran AQUI.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Entrevista - Orientadora Tecnológica

Gostaria de compartilhar com todos a entrevista que dei para Marise Brandão, editora do Site WebEducacional, falando um pouco sobre minha experiência na função de Orientadora Tecnológica Educacional.

Um trabalho que amo fazer, sempre com muita dedicação e responsabilidade.


Marise Brandão: O que te motivou a ser Orientadora Tecnológica?
Fernanda Tardin: Vários anos antes da função surgir, o uso das Tecnologias na Educação, sempre me chamou muito atenção. Fiz alguns cursos básicos de informática em entidades particulares e muitos outros sobre o uso da Informática na Educação no NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) de abrangência da minha escola, que fica localizado em uma cidade próxima ao meu município.Meu interesse e encantamento pelo assunto sempre existiu e quando ouvi falar da função, nem pensei, me inscrevi imediatamente.

Marise Brandão: Para você qual a importância da atuação do OT na escola?
Fernanda Tardin:É primordial, principalmente, nesse período em que o Estado vem equipando cada vez mais as escolas com recursos tecnológicos. Não basta o professor saber utilizar a tecnologia, ele tem que compreender e descobrir meios pelos quais ele possa utilizar tais recursos pedagogicamente, auxiliando o processo ensino/aprendizagem.

O apoio tecnológico/pedagógico que o OT oferece aos professores é importantíssimo, para que estes tenham cada vez mais consciência da sua responsabilidade frente aos recursos tecnológicos.
Sua função é estimular o pessoal da escola para utilização das TICs na ação pedagógica e auxiliá-los na pesquisa sobre Tecnologia Educacional, isto é, dar apoio e suporte aos professores para utilizarem em suas práticas, com seus alunos, os recursos tecnológicos disponíveis na escola.

Infelizmente, muitos professores ainda não ficam à vontade em utilizar as TICs, não se sentem seguros e por isso muitas vezes preferem não utilizá-las. Entretanto, com a presença do OT na escola ao seu lado, apoiando, orientando, capacitando e motivando o professor se sente muito mais confiante e desafiado.


Marise Brandão: Qual a sua maior preocupação exercendo a função de Orientadora Tecnológica?
Fernanda Tardin: A instabilidade da função.

A função de OT foi criada em 2006 e extinta em 2007.
No final de 2008 a Secretária de Educação Teresa Porto retornou com a função.
E agora desde o final do ano passado, 2010, estamos ouvindo comentários que a função possa ser extinta novamente.

O que em minha opinião seria um retrocesso. Pois o que adianta equipar as escolas, informatizar o sistema e não valorizar o profissional que se capacita e se dedica para atuar orientando, auxiliando e motivando os professores sobre o uso das TICs nas UEs.

A meu ver a escolha dos profissionais para ocupar a função é que deveria ser mais criteriosa, passando por cursos de capacitação e avaliação, como foi feito na época em que eu e muitos colegas começamos a exercer a função.


Marise Brandão: Como você atua na sua escola? Cite algumas ações?
Fernanda Tardin: Procuro ser um elo entre os professores e/ou alunos com as tecnologias. Sempre auxiliando, motivando, orientando, capacitando e aprendendo, é claro.
Algumas das ações que venho desenvolvendo, além de toda a função administrativa/pedagógica.

1.Em 2006...

2.Em 2009...

3.Em 2010...

Marise Brandão: Em sua opinião como os OTs podem ajudar as escolas a alcançarem as metas estabelecidas pelo SEEDUC?
Fernanda Tardin: De várias formas. Motivando, incentivando e auxiliando os professores e alunos a utilizarem as TIC’s de forma a aprimorar e facilitar o processo ensino/aprendizagem. O Orientador Tecnológico pode atuar diretamente promovendo ações junto aos professores e alunos, capacitando-os e orientando-os para que possam utilizar os recursos midiáticos disponíveis na escola de maneira a diversificar e tornar o aprendizado mais prazeroso e qualitativo...

Confira a entrevista na íntegra AQUI.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Entrevista com Claudemir Viana

Meu entrevistado de hoje é Claudemir Edson VianaDoutor em Comunicações pela USP sobre Jogos digitais e Internet no cotidiano infantil. 16 anos de envolvimento em projetos sobre Comunicação e Educação.




Gestor do Projeto Minha Terra, Rede Social (comunidade virtual de aprendizagem do Programa Educarede - Fundação Telefônica) que utiliza as TICs no processo de educação para o desenvolvimento sustentável e que envolve mais de 9.000 participantes, alunos e educadores, de escolas públicas de todo Brasil.
Meu contato com Claudemir foi via Twitter e a entrevista por e-mail.

Fernanda Tardin: Qual a sua opinião em relação à formação tecnológica dos professores nos dias de hoje?

Claudemir Viana: A formação tecnológica dos docentes, em todos os níveis de ensino, ainda é muito precária. Na verdade, quando ocorre é, geralmente, decorrente da própria iniciativa do profissional que, como usuário comum, explora as diversas ferramentas da informática, e, principalmente da web 2.0, e vislumbra e experimenta a inserção delas em suas práticas docentes; ou então, dos programas de formação continuada e treinamentos promovidos por suas instituições de ensino ou órgãos públicos responsáveis e algumas iniciativas como de ONGs e outros. É o caso, por exemplo, do Portal Educarede, que oferece diversas oportunidades a todos, não só docentes mas em particular para estes, de conhecer mais e melhor sobre o mundo web, suas implicações no cotidiano de todos, e, especialmente, de promover a reflexão dos educadores sobre isto e orientá-los para a incorporação de uma cultura digital em suas práticas pedagógicas. Infelizmente, os cursos de formação superior para educadores como os cursos de pedagogia e licenciatura, na sua imensa maioria, não promovem a mínima preparação deste profissionais para a reflexão crítica sobre a cultura midiática existente no cotidiano de todos (de si mesmo e de seus futuros alunos), muito menos para a incorporação positiva destas mídias e suas linguagens em suas práticas pedagógicas.

Fernanda Tardin: Gostaria que você fizesse uma análise do paralelo - Professores X Tecnologias X Alunos
Claudemir Viana: Entre professores e tecnologias, na maioria dos casos, ainda cabe o X, ou seja, "versus"; esta é a imagem mais comum que se encontra entre os educadores. Isto é, a maioria dos educadores ainda enxerga as tecnologias (todas, não só as da web) como um empecilho, um incômodo desafio, e até mesmo um concorrente em relação à sua prática profissional.
Já entre Alunos e Tecnologias não cabe o X neste mesmo sentido de "versus". Caberia mais o símbolo de "=", pois que os jovens e as crianças convivem naturalmente com elas e, mesmo quando não conhecem alguma tecnologia, não manifestam uma atitude de defesa ou resistência à ela. Muito pelo contrário, não têm medo de experimentar, de interagir e, com isso, incorporar e aprender a utilizá-las. Entretanto, isto não significa um uso crítico e amplo das tecnologias pelos jovens e pelas crianças, de forma positiva para si mesmo ou para o seu grupo social e o coletivo. Daí porque é fundamental a mediação da escola e de seus profissionais da educação quanto à presença e ao uso das diversas tencologias de informação e comunicação (sobretudo) no cotidiano deles e dos seus amigos e familiares. Diria mais, esta mediação educativa é de total responsabilidade profissional e social da comunidade escolar e das políticas educacionais das instituições e dos órgãos públicos responsáveis.
Fernanda Tardin: Poderia enumerar alguns benefícios obtidos através da utilização de recursos midiáticos nas escolas?
Claudemir Viana: Primeiramente, a promoção entre os educadores e, principalmente entre os alunos, de habilidades para a leitura e incorporação dos signos particulares às linguagens das diversas mídias, principalmente as comerciais que constituem a cultura midiática presente na vida de todos. Com isso, em seguida e simultaneamente, a possibilidade de desenvolver a capacidade de exercer leituras críticas destas linguagens e de seus conteúdos, inclusive para exercer uma prática cidadã potencializada pelas habilidades exigidas para interação com a sociedade através do uso destes recursos e, com isso, exercer uma interferência social com maior eficiência.
Outro aspecto é relacionado à prática pedagógica. Com a utilização dos diversos recursos midiáticos em suas práticas educativas, os educadores podem tornar suas aulas mais interessantes e úteis na medida em que ampliam a gama de linguagens e conteúdos a serem apresentados e explorados por si mesmo e pelos seus alunos. Entretanto, para isso ser positivo é fundamental ocorrer uma prática pedagógica através de planejamentos e metodologias adequadas que considerem a relação dele com o conteúdo em estudo e com seus alunos como sendo dialógica, ou seja, considerando seus alunos como sujeitos da aprendizagem, co-autores da produção de sentidos e significados sobre os conteúdos, e não como meros espectadores. Por tanto, ao falarmos de tencologias na educação é preciso primeiro tratarmos sobre as metodologias de ensino adequadas para a promoção de aprendizagens significativas para os educandos, com ou sem o uso de tecnologias em questão. Aí sim, é possível avançar de forma profissional sobre os usos adequados delas nos processos de ensino e aprendizagem.
Fernanda Tardin: Quais os maiores obstáculos para a utilização das Tecnologias na Educação?
Claudemir Viana:
A formação dos profissionais de educação e as políticas educacionais, sobretudo das instituições de ensino, que não consideram, ou não o fazem de forma adequada, a utilização das tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem;
A prática pedagógica dos docentes que em quase nada exploram elementos da cultura digital já presentes no cotidiano deles mesmos e de seus alunos, ou, muito menos, avança no sentido de conhecer e explorar os elementos desta cultura ainda desconhecidos pelos sujeitos em questão, educadores e educandos;
Políticas de formação (inicial ou continuada) dos docentes que ainda apresentam uma abordagem instrumentalista quanto à incorporação das tecnologias na educação; ou seja, que têm no centro da questão a tecnologia em si (seus suportes e suas linguagens), e não o principal, isto é, as culturas decorrentes de seus usos, as metodologias de ensino mais adequadas, e os processos de aprendizagem particulares aos usos positivos das tecnologias disponíveis no processo educativo.
Fernanda Tardin: Qual orientação você daria aos professores no sentido de ajudá-los a utilizar essas tecnologias a favor da aprendizagem?

Claudemir Viana: Primeiro, não ser resistente a elas. Explorar, mesmo que inicialmente de forma particular/pessoal, as tecnologias disponíveis, pois assim iniciará seu processo de conhecimento a respeito delas e para que podem servir. 
Em segundo lugar, que é muito importante, conhecer o que seus alunos sabem e usam das tecnologias, sobretudo as relacionadas à cultura digital e em rede (web). E, decorrente disso, aprender com eles!!!! Aliás, isto é um processo muito frutífero para a relação aluno-professor, pois que aprender com seus alunos faz com estes valorizem e respeitem o que podem aprender com seus professores. Por outro lado, é uma forma do professor aprender aspectos mais práticos quanto às tecnologias e seus usos para, posteriormente, vislumbrar suas aplicações de forma mais adequada ao processo de ensino cujos planejamento e práticas são de sua responsabilidade, visando aprendizagens mais amplas e aprofundadas (críticas) sobre as linguagens destas tecnologias e sobre os conteúdos veiculados por elas .
Em terceiro lugar, estar atento e aberto às oportunidades de fazer cursos (livres, de capacitação continuada, de aperfeiçoamento) a respeito, e também de trocar e aprender com colegas de profissão que tenham maior experiência com isso.
Por fim, e não menos importante e de forma simultânea às ações anteriores, é não ter medo de conhecer, experimentar e explorar as tecnologias, sobretudo as da comunicação e interação em rede (web), inclusive em suas práticas pedagógicas. Mesmo que inicialmente o planejado não aconteça a contento, persistindo nesse objetivo é que o educador se tornará um profissional mais qualificado e coerente com sua função numa sociedade contemporânea onde a presença destas tecnologias exige uma formação para e por estes meios, visando uma cidadania condizente com o meio social no qual vivemos e viveremos.
Fernanda Tardin: Fale um pouco sobre as principais redes sociais e como elas podem ser trabalhadas pelos professores nas salas de aulas.


Claudemir Viana: Bem, em princípio, as mais populares devem fazer parte do objeto e meio de estudos dos professores, como o facebook, o orkut, o twitter, assim como os suportes tecnológicos que permitem o usos delas (computadores, internet, celulares, filmadoras digitais etc). Mas, é importante estar atento para saber o que seus alunos usam, o que as pessoas usam, como e para que usam, e as novidades que a todo momento surgem quanto às tecnologias de informação e comunicação. Só assim, os professores poderão escolher de forma mais consciente e positiva o que seria útil para sua prática pedagógica e em razão dos objetivos políticos e dos conteúdos curriculares a serem trabalhados em sala de aula.
Cada ferramenta de redes sociais tem suas características particulares que, ao serem conhecidas pelo educador, poderão ser exploradas por este em suas práticas pedagógicas em razão dos objetivos educativos e dos conteúdos curriculares a serem trabalhados. Mas, na essência, o uso de qualquer rede social prescinde de projetos pedagógicos calcados nas produções colaborativas e na socialização de seus produtos que, por sua vez, devido às características das redes sociais, viabilizará novas colaborações inclusive e principalmente de pessoas/instituições de fora da comunidade escolar.
Conheça um pouco mais o trabalho de Claudemir Viana:
facebook: claudemir viana

Fonte da foto: Google Imagens

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista com Fátima Franco

Minha primeira entrevistada do ano de 2011 é a querida Fátima Franco, moderadora do Grupo Blogs Educativos do qual faço parte, espaço de aprendizado constante.



Professora de Português, Inglês e respectivas literaturas e coordenadora pedagógica.
Atua como  consultora pedagógica, desde 1995, em projetos de leitura-escrita, de forma interdisciplinar, com uso de tecnologias na educação.

Em 2005 criou, o grupo de discussão Internet e Web na Educação, do qual é uma das moderadoras, como forma de auxiliar professores a usar as Tecnologias na Educação.

Atualmente, é aluna do Curso de Doutorado em Linguística Aplicada, da Universidade Federal de Minas Gerais, na linha de Linguagens e Tecnologias, onde desenvolve pesquisas sobre as interações na internet.

É membro do Grupo de pesquisa  LingTec e do Grupo de Trabalho Taba Eletrônica (ambos da UFMG) que atua na capacitação de professores para uso das tecnologias na Educação.

Entrevista realizada através de e-mail:

Fernanda Tardin: Qual a sua visão sobre a “Utilização dos Recursos Midiáticos na Educação”?

Fátima Franco: Acredito que não dá mais para ficar pensando se vamos ou não usar Recursos Midiáticos na Educação. Eles fazem parte  da vida de nossos alunos, mesmo entre aqueles considerados "carentes". O que a Educação precisa é se adequar e usar estes recursos em situação de aprendizagem, de forma que os alunos possam relacionar os conhecimentos escolares com a vida fora da escola.

Fernanda Tardin: Como você avalia, especificamente, o uso do Blog como ambiente de aprendizagem?


Fátima Franco: O blog é um excelente recurso para aprendizagem. Além de ser uma ferramenta de produção rápida para o professor, proporciona o uso da leitura e da escrita de forma contextualizada, em qualquer disciplina. Além disto, o aluno ao ver seu trabalho publicado  e sabendo que muitas pessoas podem ler, torna-se motivado. Aquela história de escrever apenas para o professor ler e dar nota, deixa de ter sentido, já que o aluno terá diferentes leitores que poderão intergair com seu texto.

Fernanda Tardin: Em sua opinião quais as características essenciais que um(a) educador(a) precisa ter nos dias de hoje?


Fátima Franco: Uma característica essencial a qualquer educador, no contexto multimídia em que vivemos, é a audácia.Ter audácia de criar, de usar recursos multimídia, de criar novas formas de ensino-aprendizagem que  façam da escola um lugar em que o aluno sinta que está aprendendo algo novo a cada dia, que será importante e útil em sua vida.

Fernanda Tardin: Fale um pouco sobre sua experiência com o Grupo Blogs Educativos.


Fátima Franco: Minha experiência com o Grupo Blogs Educativos começou em 2005. Àquela época eu era uma edublogueira solitária, já que poucos educadores brasileiros mantinham um blog educacional. A criação do grupo trouxe a possibilidade  de trocar experiências, de aprender:  

  • aspectos técnicos: naquela época nós precisávamos saber html para editar um blog e tivemos um curso no grupo Blogs, com profª Ana Laura Gomes do Blog Web D+ (http://webdemais.com.br/), conhecimento  que ainda hoje utilizo em diferentes situações de produção de conteúdo na Web;
  • conhecer diferentes ferramentas e 
  • de aprender, com os colegas professores, a usar em sala de aula, uma infinidade de recursos tecnológicos.

Participar do Grupo Blogs Internet e Web na Educação é uma experiência profissional excelente, como professora. Como moderadora, às vezes tenho algumas funções chatas, como manter o foco do grupo e não resvalar para o demagogismo de um espaço onde tudo pode. Isto porque, considero que  como toda comunidade de prática, as pessoas se inscrevem com o objetivo de aprender e compartilhar  conhecimentos sobre Tecnologias na Educação e não para discutir qualquer assunto. Tenho muito prazer em participar  da Comunidade, de ter feitos tantos amigos reais e virtuais no grupo  e  de ter a oportunidade de aprendizagem. Por isto, sou muito grata a todos que usam o espaço para compartilhar seus conhecimentos com os colegas.

Conheça um pouco mais sobre o trabalho da Fátima Franco:
Leitura e Escrita na Escola
Tecnologias na Educação
Revista Tecnologias na Educação



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...